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Não uso óculos

Hoje eu queria ter de novo aquele velho par de lentes que deve estar empoeirado. Vesti-lo e ficar cego. E nada ver. Descansar os olhos. Porque desta vez, eu vejo tudo com a clareza indesejada do fim. Vejo os detalhes das manchas que ficaram em mim. Não quero limpar as lentes dessa vez. Já não estou mais encantado pela armação, nem pelas lentes. Felizmente minha visão é perfeita. Mas um óculos de sol cairia bem.

oz

Nasci em agosto, 17, sou leão, logo sou covarde e coração mole.
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grounded
"A noite acelera os pensamentos". (J. R. R. Tolkien)

A simplicidade que conquista

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Sempre fui adepto da simplicidade. Seja em layouts de internet, de jornal, de fotografias, de mensagens, de publicidades, de propagandas e da vida. O exemplo mais presente são os cartazes compartilhados aos milhares nas redes sociais da série “Keep calm”, “mantenha-se calmo”. Hoje quero compartilhar um pouco da história. Meu favorito       A origem dos cartazes Em 1939, quando a Inglaterra decidiu apoiar as tropas aliadas para enfrentar Hitler e o exército alemão, o governo britânico teve uma ideia original: mandou imprimir três cartazes com mensagens de incentivo à população. A ideia passava por tentar apaziguar os habitantes das zonas de maior conflito e transmitir um sentimento de esperança na futura vitória. Os cartazes foram produzidos segundo a mesma linha. Tinham duas cores, uma frase e a coroa do rei de então, Jorge VI. O primeiro exemplar revelava “Your courage, your cheerfulness, your resolution, Will bring us Victory”/ “A sua coragem, alegria ...

Uma cicatriz na alma

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Nesse momento estou com o rosto franzido, com o coração apertado e com os olhos cheios de lágrimas. Memórias tristes  impõem -se. Demorei uns 10 minutos para escrever esta frase e ainda assim meu rosto continua franzido por inteiro.  O Projeto Cicatriz (Scar Project) é realmente uma obra de arte. A  série de fotografias de sobreviventes de câncer de mama, tiradas pelo fotógrafo David Jay, são impactantes. Jovens mastectomizadas  expõem  as cicatrizes da guerra contra a doença.  Lembro de alguém me dizendo que a arte quer despertar algum sentimento, quer mexer com o público. As vezes rir, as vezes chorar. Simplesmente sentir algo. Neste caso, me fez franzir o rosto como sinal de uma dor mais profunda. A campanha tem o objetivo principal de "colocar um rosto", cru e inabalável no Câncer. Pagando assim, um merecido tributo à coragem e espírito de tantas mulheres corajosas. Mas a missão do fotógrafo é tripla: aumentar a consciência pública, angariar fund...
To com um caroço na garganta. Rimaria mais se fosse no pescoço. Mas nem sempre as coisas são como queremos. As vezes sim.